segunda-feira, 11 de junho de 2012

Olivinha Carvalho - Isto é Portugal [LP]

A1. Canto o fado
A2. Juramento
A3. Longe da vista
A4. Sete saias
A5. Tu não mereces
A6. Lisboa a noite
B1. Marcha de rua
B2. Lugar vazio
B3. O mar enrola na areia
B4. Festões
B5. Marcha da Alfama
B6. Fado estilizado

Olivinha Carvalho - Apresenta Domingo em Portugal [LP]

A1. Oh Rosa arredonda a saia, .... - Olivinha Carvalho
A2. Caso encerrado - Antonio Campos
A3. Não acordes minha dor - Mª Alcina
A4. Veio a saudade - Mario Simões
A5. Chaile franjado - Tininha Gomes
A6. O fado é portugues - O. Carvalho
B1. Domingo em Lisboa - O. Carvalho
B2. Viver não custa - Alexandre Correia
B3. Doce Loucura - Lucia dos Santos
B4. Por te querer tanto - Paulo Barcelos

B5. Desgarrada - Antonio Campos & Maria Alcina
B6. Oh tempo, volta pra traz - Olivinha Carvalho

Olivinha Carvalho




Olivinha Carvalho (Olívia Corvacho) é carioca da gema, nasceu em 30/3/1930, filha de pais portugueses.
Seu pai, o sr. Antônio de Carvalho, foi cantor de rádio, mas logo abandonou a carreira; a mamãe, D. Zulmira fez rádio-teatro e a irmã, Idalina, chegou a ser cantora, mas depois, seguiu a profissão de costureira.
Olivinha iniciou sua carreira artística aos cinco anos de idade, no programa Heraldo Português, na Rádio Cajuti, do Rio de Janeiro. Aos seis foi para São paulo, contratada pelo teatro Boa Vista e pela Rádio Cosmos. Aos nove anos, a convite do compositor Braguinha gravou o primeiro disco na Columbia, tendo de um lado o vira Folhas ao vento e do outro lado o fado Evocação, ambos de Antônio Russo e Américo Morais
Quando fez dez anos, em 1940, foi contratada por Walter Pinto, que estreava como empresário, a menina trabalhou ao lado de Oscarito, Aracy Cortes, Moanoel Vieira e Lurdinha Bittencourt. Em 1944, fez sua estréia no cinema nacional, no filme Pif-Paf. A seguir participou das seguintes películas: Esta é fina (1947), Fogo na canjica (1947) e Eu quero é movimento (1949), dirigidos por Luís de Barros.
Em 1951 foi para a Rádio Nacional levada por Victor Costa, nesta emissora permaneceu durante 20 anos. Considerada uma das mais alegres cantoras, muito divertida, muito querida entre os colegas, amigos e fãs.
Sempre foi torcedora ardorosa do Vasco Futebol Clube, considerada uma das torcedoras ilustres daquele clube.

A Rádio Nacional foi a mais popular e conhecida emissora do Brasil, durante os anos de 1940/1950, pois pertencia ao governo federal, e era sua porta-voz, e também possuia o melhor cast de artistas, músicos e cantores nacionais. Olivinha e de Éster de Abreu eram as mais queridas e fieis cantoras da música lusa naquela emissora. Gravou dezenas de discos 78 rotações e alguns LP's.
A partir da década de 60 a cantora dedicou-se ao seu programa na TV Continental, Domingo em Portugal. Já na década de 1970 o espaço para os artistas da velha guarda foi sucumbindo. Não chegou a atuar em Portugal, como foi seu desejo.
Em 1967 é convidada para ser a madrinha do Rancho Folclórico da Casa de Viseu (terra de seus pais), no Rio, sendo padridnho Lima Abreu, este último um grande incentivador do folclore português.
Olivinha Carvalho que durante várias décadas se apresentou, com sucesso, em teatros, circos, cinemas e shows em praças públicas, se recolheu, ao lado de sua irmã Idalina, em seu apartamento no bairro de São Cristovão. Nenhuma das duas casaram, viveram sempre para seus pais.
Sempre que possível, participa de apresentações nas agremiações da colônia portuguesa no Rio de Janeiro.

Fonte: Blog Thais Matarazzo


Olivinha Carvalho - Lembranças de Portugal - (1971) [LP]


A1. Canto o fado
A2. Juramento
A3. Longe da vista
A4. ...
B1. Marcha da rua
B2. Lugar vazio
B3. O mar enrola na areia
B4. Festões
B5. Marcha da Alfama
B6. Fado estilizado

sábado, 9 de junho de 2012

Cândida Ramos - Não há fado sem Lisboa [EP]





A1. não ha fado sem lisboa
A2. podes dizer que sou tua
B1. leis do coraçao
B2. noite escura

Cândida Ramos - Fados por... 'Perdido amor' [EP]





A1. Perdido amor
A2. Outono na primavera
B1. Degraus da vida
B2. Quadras soltas

Cândida Ramos - Fados 'Meia nesga de viela' [EP]





A1. Meia nesga de viela
A2. Lisboa velhinha
B1. Quem me dera ser assim
B2. Sigo hoje outro caminho

Cândida Ramos - Fados ''Janela aberta p'ra vida'' [EP]





A1. Janela aberta p'ra vida
A2. Anda a saudade comigo
B1. Lisboa tema de um fado
B2. Trazes a noite contigo

Cândida Ramos - Fado arrastado [EP]





A1. Fado arrastado
A2. Não passas sem mim
B1. A nossa Lisboa canta
B2. Do mal o menos

Cândida Ramos - As cantigas [EP]





A1. As cantigas
A2. As ruas
B1. Meu amor é forcado
B2. Outra paixão

terça-feira, 5 de junho de 2012

Maria Teresa De Noronha - Pintadinho - (1959) Ed. Inglesa [EP]




A1. Recordação
A2. Sete letras
B1. Pintadinho
B2. Vida da minha vida

Maria Teresa de Noronha - Fado antigo - (1959) [EP]




A1. Fado da Idanha
A2. Fado de Outrora
B1. Caminhos sem fim
B2. Fado Rio Maior

Maria Teresa de Noronha



Maria Teresa de Noronha, tratada carinhosamente por Baté, foi uma fadista portuguesa de origem aristocrática.
Fadista, Maria Teresa do Carmo de Noronha Guimarães Seródio, nasceu a 7 de setembro de 1918, em Lisboa, e faleceu a 5 de julho de 1993, em Sintra. Juntamente com Amália Rodrigues, Hermínia Silva e Alfredo Marceneiro, é a mais significativa voz do fado no século XX. Foi a primeira grande representante do chamado «fado aristocrático». E é tia do fadista Vicente da Câmara.

Maria Teresa de Noronha é descendente dos condes de Paraty, o primeiro dos quais foi Par do Reino e Gentil-Homem da Câmara de D. João VI. E viria a tornar-se Condessa de Sabrosa por casamento com José António Barbosa Guimarães Seródio. O meio aristocrático onde sempre viveu marcou indelevelmente todo o seu percurso artístico. armazemdefados.blogspot
Sobrinha-neta do guitarrista e cantador João do Carmo de Noronha, integrou, juntamente com o seu irmão, Vasco de Noronha, o coro do maestro Ivo Cruz. Teve formação de canto e piano.

Começou a cantar fado muito nova, no círculo restrito de familiares e amigos, que se foi alargando a outras casas e salões. Em Alcochete, nas terras da sua família, onde passava o verão, surpreendia de quando em vez a população com a sua esplendorosa voz, em serões de fado ao ar livre.

Em 1938, iniciou a sua colaboração semanal num programa radiofónico da recentemente fundada Emissora Nacional que consistia em quatro fados e uma guitarrada, de início acompanhada por Fernando Freitas e Abel Negrão. Manteve o programa 23 anos consecutivos. Em 1939, gravou o seu primeiro álbum, na própria Emissora Nacional. A que se seguiram dezenas de outros, numa discografia muito dispersa, como era habitual na época. Destaca-se por isso a coletânea editada pela Emi-Valentim de Carvalho em 1993. 

A sua voz límpida e bem timbrada, com um estilo único e bem definido, chegou a rivalizar com a de Amália Rodrigues. E conquistou muitos admiradores de todas as classes sociais, participando regularmente em concertos de beneficência. Teve também uma carreira internacional brilhante, de que se destacam as atuações na Feira do Livro de Barcelona, no Principado do Mónaco, na BBC e uma digressão que fez no Brasil, aquando da inauguração do voo Lisboa-Rio de janeiro.

Conta com um reportório muito vasto e com algumas ousadias, como a de cantar o fado de Coimbra, que, segundo a tradição, só era interpretado por homens. São muitas as interpretações que a imortalizaram. Entre outros fados, "Pintadinho" (José Mariano), "Fado João" (Maria Carlota de Noronha/João de Noronha), "Fado das Horas" (António de Bragança), "Saudades das Saudades" (António de Bragança/José António Sabrosa), "Fado Anadia" (Marques dos Santos), "De Loucura em Loucura" (João Dias/Martinho d'Assunção), "Desengano" (Mário Pissarra/José Marques) ou "Fado da Verdade", este último em resposta à polémica levantada pelas conferências de Luís Moita na Emissora Nacional, Fado Canção de Vencidos.   Ela própria escreveu algumas letras, incluindo uma versão do "Fado Corrido", a que chamou "Corrido Antigo". Foram muitos os guitarristas que a acompanharam, com destaque para Raul Nery, Joaquim Vale e Joel Pina.

Em 1962 pôs fim à sua carreira artística. E teve uma grandiosa festa de homenagem onde participaram grandes figuras do fado. A partir daí passou a cantar apenas num círculo fechado de amigos e familiares. A sua última aparição pública foi em 1973.

Faleceu aos 74 anos, em Sintra. Foram-lhe prestadas inúmeras homenagens. É considerada uma das maiores fadistas de sempre e uma referência recorrente nas gerações que se lhe seguiram, embora a sua voz seja inimitável.  armazemdefados.blogspot A cidade de Lisboa prestou-lhe um justo tributo ao atribuir o seu nome a uma rua da cidade, no Bairro do Camarão da Ajuda. 


Fonte: Portaldofado

terça-feira, 29 de maio de 2012

Ada de Castro



Ada Antunes Pereira nasceu na freguesia do Castelo o que a levou a adoptar o nome artístico de Ada de Castro, sinónimo do seu bairro de berço.

O seu percurso artístico começou quando se tornou actriz amadora no Grupo da Juventude Operária Católica. Nos palcos do teatro Ada de Castro cantava e interpretava os números de Hermínia Silva, que era para si a “referência e fadista preferida”. AF

Num ensaio de uma destas revistas amadoras, a locutora Julieta Fernandes ao ouvi-la cantar surpreendeu-se com a sua voz e convidou-a para actuar num programa da Rádio Graça. Seguiram-se 20 dias de actuação na Nau Catrineta e a formalização do pedido de carteira profissional. AF

A 13 de Março de 1960 Ada de Castro fez a sua estreia como fadista profissional no restaurante Faia, casa típica onde permaneceu durante ano e meio. Desta forma, deixou de cantar os fados de Hermínia e passou a escolher o seu próprio repertório. Conta a própria Ada de Castro que foi “o Ti Alfredo, foi ele que me deu a primeira letra e me ensinou a cantar o meu primeiro fado castiço, o Fado Tango.” AF

Apesar da profissionalização ser uma decisão difícil para Ada de Castro, por a sua família não concordar que cantasse Fado, no universo fadista recebeu o maior apoio e chegou mesmo a ter duas madrinhas artísticas – Hermínia Silva e Maria José da Guia, as quais, em diferentes ocasiões, colocaram sobre os seus ombros o simbólico xaile fadista. AF

Ada de Castro não actuou em muitas casas de Fado, depois do Faia fez uma breve passagem pela casa de Carlos Ramos, A Toca, e, em substituição da fadista Fernanda Peres, estabeleceu-se no restaurante Folclore ao longo de 12 anos, entre 1961 e 1973. Posteriormente fez também parte do elenco do Sr. Vinho durante 12 anos. AF

Após a sua estreia profissional, Ada de Castro prestou provas na Emissora Nacional e passou a integrar a programação em directo, dos serões para trabalhadores, bem como a dos chamados programas de cabine, onde as actuações eram previamente gravadas. Foi também através da Emissora Nacional que gravou o seu primeiro disco, em 1961. AF

Com a editora Alvorada trabalhou durante 7 ou 8 anos, depois passou pela Valentim de Carvalho, Philips, Estúdio, Movieplay e Ovação. Ada de Castro gravou, ainda, um disco na Holanda, editado pela Polydor naquele país. AF

Na sua vasta discografia incluem-se 25 LP´s, 80 singles e EP´s, reedições em CD e participações em várias colectâneas. Dos seus inúmeros sucessos destacam-se temas como "Rosa Caída", "Cigano", "Gosto de tudo o que é teu" ou "Deste-me um cravo encarnado". Ada de Castro foi também uma das mais carismáticas madrinhas das Marchas Populares dos principais bairros de Lisboa e, naturalmente, no seu repertório encontram-se interpretações de temas das Marchas Populares. O seu repertório está disponível em mais de 500 faixas gravadas, entre fados, marchas e fado-canção. AF

Numa breve passagem pelos palcos do teatro de revista, a convite de Milton e de Eduardo Damas, estreou-se no Teatro Maria Vitória, na peça "Tudo à Mostra" (1966), onde cantou os temas "Na Hora da Despedida" e "Fado da Guerra". Ao longo das décadas de 1960, 70 e 80, para além de ser presença nos elencos das casas de Fado de Lisboa, Ada de Castro conciliou essas actuações com outras apresentações, nomeadamente no Mercado da Primavera (depois chamado Mercado 25 de Abril), onde actuava num restaurante e num barco; ou noutros restaurantes, como a Varanda do Chanceler e a Varandinha; chegando a cantar 4 ou 5 vezes numa noite. Nos meses de Abril A Setembro a fadista integrava, ainda, a programação “Alfama à Noite”, organizada pelo SNI, onde cantava dois fados na escadaria da Igreja de Santo Estêvão e depois fazia nova actuação no coreto do Largo da Palmeira. Fez estas actuações durante 5 anos. AF

Ada de Castro apresentou-se com regularidade em programas televisivos, nos casinos e salas de espectáculos espalhadas pelo país e, internacionalmente, efectuou inúmeras deslocações em representação de Portugal, através do SNI (Secretariado de Informação Nacional), bem como actuações junto das diversas comunidades portuguesas. AF

Acrescente-se que a fadista actuou profissionalmente, em espectáculos ao vivo e programas de televisão, em países como: Espanha, Austrália, Dinamarca, Suécia, Bélgica, Holanda, Japão, China, França, Itália, Argentina, Uruguai, Estados Unidos, Canadá e toda a antiga África portuguesa. No Mónaco fez uma actuação para a família do príncipe Rainier nos jardins do Palácio Grimaldi. Em 1968, fez uma tournée de mais de 5 meses por todos os Estados brasileiros, a convite do governo daquele país. AF

Congratula-se por ter conhecido, convivido e cantado com os melhores fadistas, das chamadas décadas áureas do Fado, época de "grandes fadistas e excelentes repertórios". Ada de Castro menciona Amália Rodrigues, Alfredo Marceneiro, Manuel de Almeida, Tristão da Silva, Fernanda Maria, Maria José da Guia, sem esquecer aquela que denomina sua fonte de inspiração: Hermínia Silva. Também o acompanhamento é digno de nota, uma vez que foi acompanhada por nomes conceituados como António Chainho, José Maria Nóbrega, José Fontes Rocha ou Pedro Caldeira Cabral. AF

Para Ada de Castro “O Fado não é aquilo que se canta, o Fado está na garganta de quem o canta porque se eu quiser cantar uma canção, ela sai sempre Fado”. Essa sua forma característica e individualizada de interpretação resultou na atribuição de prémios como o de"Melhor Fadista da Quinzena" (1962), por votação do público para o programa da RTP “Eleitos da Quinzena”; o "Óscar para Melhor Fadista do ano" (1967), atribuído pela Casa da Imprensa ou o de "Melhor Fadista do Ano" (1982), pela Revista Nova Gente. Foram-lhe também entregues pelo Rádio Clube Português vários “Elefantes de Ouro” e um “Microfone de Prata”. Ada de Castro classificou-se em 10º lugar no "Disco de Ouro" e, por duas vezes, em 9º lugar no "Concurso Rainha da Rádio e da Televisão". AF

Fonte: Museu do Fado

Olivinha Carvalho - Portugal canta na voz de ... [LP 10"]


Face A
A1. Canção do amor
A2. Aquela rua
A3. A Fonte das Sete Bicas
A4. Quiz Deus que eu fosse fadista

Face B
B1. ....

segunda-feira, 28 de maio de 2012