domingo, 24 de junho de 2012

Alberto Ribeiro - Férias em Lisboa [LP]

A1. Quem foi?
A2. Granada
A3. Mais do que nunca
A4. De sol a sol
A5. Pedra que caiu
A6. Canção cheia de sol
B1. Ou tarde ou cedo
B2. Rua do abandono
B3. Creio em ti
B4. Ferias em Lisboa
B5. Preste atenção
B5. As carvoeiras

Alberto Ribeiro - Quem foi? - (1966) [EP]





A1. Quem foi?
A2. Granada
B1. Mais só que nunca
B2. De sol a sol

Alberto Ribeiro - Canta... Fado Hilario - (1957) [EP]




A1. Fado Hilário
A2. Canção do Alentejo
B1. Coimbra (Avril Au Portugal)
B2. Canção do Cigano

sábado, 23 de junho de 2012

Alberto Ribeiro


Alberto Dias Ribeiro nasceu em Ermesinde (perto do Porto) a 29 de Fevereiro em 1920. Filho de um comerciante muito considerado na sua localidade, tudo indicava que Alberto Ribeiro iria seguir as pisadas de seu pai. Mas certo dia, quando tinha apenas oito anos de idade, Cristiano, seu irmão mais velho, que gostava de tocar guitarra, pede-lhe que cante acompanhando-o à guitarra.
Com nove anos termina seus estudos e nesta altura sua familia muda-se para o Porto. Certa noite, estando Alberto Ribeiro e seu pai num conhecido café da Invicta, «o Portugal», local onde se cantava o fado, um amigo da família fala ao dono do café sobre ele, e é assim que Alberto Ribeiro se estreia a cantar em público. O sucesso é tal, que o dono do café o contrata por 15 escudos por dia, e isto com apenas 10 anos de idade. 
Com 15 anos, muda-se para Lisboa. Sem dinheiro nenhum, emprega-se numa fábrica de tecelagem, mas isso muda rapidamente pois ao fim de uma semana apenas, já estava contratado para cantar no «café Luso». Passa a estudar canto, com a professora D. Maria Antónia Palhares, que mal o conhece e ao escutar a sua voz, prevê que aquele jovem se tornaria em breve num ídolo nacional.
Em 1939, Alberto Ribeiro estreia-se no teatro Apolo, com a revista «Toma lá Cerejas». O sucesso foi enorme. A partir daí nunca mais parou, participando em uma larga dezenas de revistas e operetas.
Em 1944 é convidado para integrar como primeira figura na companhia espanhola de Célia Gomez. Assim parte para Espanha, onde durante 18 meses alcança um sucesso sem precedentes. 
Alberto Ribeiro estreia-se no cinema em Espanha, com o filme espanhol «Un Ladrón de Guante Blanco». Obteve grande de popularidade, surgiu como intérprete principal do filme "Capas Negras" contracenando com Amália Rodrigues, continuando no período que se lhe seguiu como vedeta de cinema em várias películas nacionais e internacionais.
Em 1946 é inaugurada no Parque Mayer a “Sala Júlia Mendes” sendo Alberto Ribeiro primeira figura de cartaz ao lado de Amália Rodrigues.
Foi o galã de inúmeras operetas, quer pela sua figura, quer pelo seu cantar era o intérprete ideal, para um espectáculo muito em voga na época, mas muito cedo se retirou de cena sem que houvesse uma quebra de popularidade e de prestígio, que o justificasse.
Na década de 1960 voltou ao palco para a comemoração dos 25 anos da opereta "Nazaré" onde interpretava, entre outras canções "Maria da Nazaré" de sua autoria em parceria com o poeta António Vilar da Costa e que foi um estrondoso êxito na década de 1940.
Retira-se novamente de cena sem que ninguém o compreenda, remetendo-se a um silêncio que ninguém conseguiu até hoje quebrar. Mas o público não o esquece e com os seus discos a serem reeditados consecutivamente,  são a prova definitiva que a fidelidade dos admiradores de sempre tem arrastado consigo novos ouvintes interessados e fascinados por uma voz cujas raras qualidades perduram.
Faleceu a 26 de Junho de 2000, em Lisboa.


Fontes: Blog Lisboa no Guiness 
           Site Macua
           Blog Paulo Borges

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Adelina Ramos - Fado 'Rapsódia do Fado Antigo' [EP]





A1 - Rapsódia do Fado Antigo
A2 - Ouvi Cantar o Ginguinha
B1 - Não passes com ela à minha rua
B2 - Fado antigo

Adelina Ramos - Amor de mãe [EP]





A1 - Amor de mãe
A2 - Os degraus da Minha Escada
B1 - Casa Portuguesa
B2 - Achei-te Tanta Diferença

Adelina Ramos - Uma cada portuguesa [EP]





A1. Nós e ela
A2. Uma casa portuguesa
B1. Moirama
B2. A peixeirita

Adelina Ramos



Filha de Joaquim Ramos e de Hermínia Ramos, Adelina Ramos nasce em Lisboa (Monte Pedral), no bairro da Graça, a 14 de Junho de 1916.
Em 1929, com apenas 14 anos, canta pela primeira vez no Grémio Instrutivo Familiar Os Trovadores, que então existia na Calçadinha do Monte. Nesta sociedade recreativa do bairro da Graça, era frequente a passagem de algumas das figuras mais emblemáticas do Fado lisboeta como Ercília Costa, Berta Cardoso ou Alfredo Marceneiro.

Adelina Ramos faz assim a sua entrada na vida artística, mantendo-se como amadora durante cerca de quatro anos (1929-1933), espaço de tempo em que é muito solicitada para actuar em clubes recreativos e festas de beneficência. Aos 17 anos, em Março de 1933, com o intuito de auxiliar nas despesas da casa e por a sua mãe se encontrar doente, Adelina Ramos tira a carteira profissional.

Decorridos apenas 6 meses da sua profissionalização já o jornal Trovas de Portugal lhe dedica a primeira página da publicação (Trovas de Portugal, 20 de Setembro de 1933), apresentando uma entrevista com a fadista.

Como profissional, Adelina Ramos percorre Portugal de lés-a-lés e integra o elenco de algumas das principais Casas de Fado da época, como o Retiro da Severa, o Solar da Alegria ou o Luso. Beatriz Costa, na sua primeira ida ao Brasil quer levá-la consigo, mas a mãe não aceita que a filha viaje sem a sua companhia e a viagem fica adiada. Mais tarde recusará, também, uma digressão à América do Norte, limitando a sua carreira às actuações em Portugal e, em particular, à Casa de Fados que abrirá no Bairro Alto.

No final da década de 1930 faz uma digressão pelo Norte do país em conjunto com outros intérpretes do Retiro da Severa: Manuel Monteiro, Alberto Costa, Maria do Carmo Torres e Maria Emília Ferreira. A actuação no Teatro Sá da Bandeira no Porto tem especial destaque pelo grande impacto que tem junto do público.

No emblemático Royal Cine do bairro que a viu nascer realizam-se duas festas artísticas em sua homenagem, a primeira a 21 de Abril de 1939 e a segunda a 13 de Dezembro de 1940, a última uma homenagem partilhada com a fadista Maria Emília Ferreira.

Alguns anos mais tarde casa com José Maria Baptista Coelho, de quem adopta os dois sobrenomes. Em 1950 ambos fundam e gerem a Tipóia, restaurante típico situado na Rua do Norte no Bairro Alto. Nos 22 anos da sua existência, Adelina Ramos dirige artisticamente o espaço, com intenção de proporcionar um melhor serviço ao público de Fado, dando ao género um local apropriado. Por ali passa toda a elite do Fado, de onde se destacam os nomes de Manuel de Almeida, Carlos Ramos, Celeste Rodrigues, Deolinda Rodrigues ou Fernanda Baptista, todos permanecendo por longos anos no elenco da casa.

O "Fado do Cauteleiro" é o seu primeiro grande sucesso. Adelina Ramos aprecia sobretudo o Fado Antigo, em detrimento do Fado canção, como revela em entrevista ao jornal Canção do Sul de Maio de 1940. Na década de 1940 faz alguns duetos com Fernando Farinha nas actuações no Luso. Os temas “O meu casamento” e a resposta “Começa o ciúme”, de autoria de Carlos Conde, são de tal forma populares que constam dos anúncios publicados na imprensa para publicitação do restaurante típico.

A fadista foi a criadora do tema “Não passes com ela à minha rua”, mais tarde celebrizado na voz de Fernanda Maria, bem como das faixas "Ouvi cantar o Ginguinhas" de Linhares Barbosa e "Achei-te tanta diferença" de João de Freitas.

Após o 25 de Abril, a Tipóia sofre os efeitos da redução do número de frequentadores, resultante da conotação do Fado com o regime salazarista e consequente afastamento do público deste género musical. As dificuldades do espaço intensificam-se pela doença irremediável do seu marido, José Coelho, que entretanto falece.

Adelina Ramos retira-se da vida artística em 1975 mas na história do Fado deixa a contribuição de um espaço que durante décadas foi referência obrigatória, bem como algumas interpretações que lhe valeram as considerações de “voz vibrante e autêntica fadista de raça” ou “a verdadeira fadista de raça” que encontramos nos cartazes dos seus espectáculos.

Em 1999 foi homenageada pelo Museu do Fado, no ciclo “Eu lembro-me de ti…”.

Adelina Ramos faleceu na Casa do Artista a 26 de Julho de 2008.


Fonte: Museu do Fado

domingo, 17 de junho de 2012

Ilda de Castro - A saudade que canta [LP]

A1. Noite sem lua
A2. Graça de Deus
A3. Noites de Lisboa
A4. Tempos que já lá vão
A5. Tristeza
A6. Sapatinho de trança
B1. A guitarra
B2. Azenha
B3. Cavaleiro do luar
B4. Minha cruz
B5. Gosto do fado
B6. Garota engraçada

Ilda de Castro - Amor, fado e saudade - (1967) [LP]

A1. Agora e tarde
A2. Vira do norte
A3. Castelo de cartas
A4. Cenas daquilo que somos
A5. Jamais posso perdoar
A6. Não sei, amor
B1. Moleirinha
B2. Amore, fado e saudade
B3. Lisboa a noitinha
B4. Esquina do pecado
B5. Marcha do arraial
B6. Vira que vira